Catalisadores

George A. Irwin presidiu a Igreja Adventista até o cargo ser extinto, em 1901

Episode Summary

No início de 1899, a Associação Geral da Igreja Adventista tinha em caixa cinquenta e cinco dólares e trinta e três centavos. No fim daquele ano, o déficit operacional era de 9.529 dólares. No início de 1901, tinha subido para 41.589. E o relatório de Allen Moon à Sessão de 1899 registrava a consequência que não era contábil: em dois anos, nenhuma obra nova havia sido aberta em nenhuma parte do mundo. Era essa a igreja que George Alexander Irwin presidiu de 1897 a 1901. Ele terminou o mandato convencido de que havia fracassado — e usou essa expressão. Quatro meses depois de deixar o cargo, a igreja que ele sustentou aprovou a maior reforma administrativa de sua história, sem cisma. A tese desta aula: a liderança liminar é estruturalmente impossível de avaliar dentro do próprio mandato, porque seu resultado só se manifesta no mandato seguinte. Irwin não estava sendo humilde ao julgar-se fracassado. Estava aplicando a régua errada — a de um mandato de construção a um mandato de sustentação. Neste episódio: o fato que os materiais didáticos omitiam — Irwin não apenas sobreviveu a Andersonville, converteu-se dentro dela, lendo Richard Baxter; e quem entende isso entende tudo o que a historiografia depois chamou de falta de brilho, porque um homem que já viu o que acontece quando a ordem se desfaz não tem entusiasmo pela ruptura. A eleição em Ohio, decidida pela frase de O. A. Olsen no campmeeting — que o homem capaz de tirar o paletó e cravar estacas de tenda o dia inteiro daria um bom presidente. A fundação de Oakwood, em 1895, por um veterano da União que marchara sob Sherman pela Geórgia, num Sul onde a segregação se consolidava. A viagem de 1899 à Austrália, em que o presidente desceu na estação errada, despachou a mala na carroça do colégio e caminhou seis quilômetros e meio até Avondale — e viu, dezoito meses antes da reforma, o protótipo da estrutura que substituiria a dele. E um bloco inteiro sobre a citação mais deformada da história adventista. Circula a frase de que "a Associação Geral já não é mais a voz de Deus". A aula reconstrói o que Ellen White de fato escreveu, com localização precisa: a Carta 4 de 1896, sobre a voz vinda de Battle Creek; a Carta 77 de 26 de agosto de 1898; o discurso de 2 de abril de 1901; e a qualificação posterior, de 1909, em Testimonies for the Church, vol. 9, pp. 260-261, onde ela distingue a voz de um pequeno grupo de homens da autoridade de uma assembleia representativa devidamente constituída. A crítica dela era pró-representativa, não anti-institucional — e a frase que os dissidentes usam contra a estrutura foi escrita em defesa da estrutura correta. Fecha com a análise tipológica integral, o diálogo com Weber e Burke, e as aplicações para estrutura de liderança, sistema de governo, corpo ministerial e membresia. Fontes - WHITE, Ellen G. Carta 4, 1896, em Manuscript Releases, vol. 17, pp. 185-186. - WHITE, Ellen G. Carta 77, 26 ago 1898, em Manuscript Releases, vol. 17, p. 216. - WHITE, Ellen G. Discurso de 2 abr 1901. General Conference Bulletin, 3 abr 1901, pp. 25-26. - WHITE, Ellen G. Carta 54, junho de 1901. - WHITE, Ellen G. Testimonies for the Church, vol. 9, pp. 260-261 (1909). - VALENTINE, Gilbert M. The Prophet and the Presidents. Nampa: Pacific Press, 2011, caps. 5-7 (Sessão de 1897: pp. 115-124). - OLIVER, Barry D. SDA Organizational Structure: Past, Present, and Future. Berrien Springs: Andrews University Press, 1989. - SCHWARZ, Richard W.; GREENLEAF, Floyd. Light Bearers. Nampa: Pacific Press, 2000, pp. 235-236. Links Instagram http://instagram.com/alexpalmeira7 Podcast Catalisadores http://open.spotify.com/show/6zJyD0vW8MnyRKPYZtk3B5?si=065e95b72bca4b13 X http://x.com/alexpalmeira9 Facebook http://facebook.com/profile.php?id=100069360678042