Em 1906, aos dezenove anos, William Henry Branson começou o serviço denominacional como colportor. Foi ordenado em 1910. Em 1911, presidia a Associação da Carolina do Sul — aos vinte e três anos, um ano depois da ordenação, cinco anos depois de vender livros de porta em porta, sem formação superior concluída. E em 1920, aos trinta e três, foi encarregado de organizar a Divisão Africana. Não de dirigir uma estrutura existente: de criar do zero a arquitetura administrativa adventista para um continente inteiro. Mudou-se para a Cidade do Cabo com a esposa e dois filhos pequenos, e presidiu aquilo por uma década — de onde saíram Pioneering in the Lion Country, de 1925, e Missionary Adventures in Africa, de 1928. Depois vieram as duas passagens pela China. A primeira em 1939, em plena guerra sino-japonesa. A segunda de 1946 a 1950, no período que os registros institucionais chamam de grande perplexidade — a fase final da guerra civil. Foi ali que Branson se tornou conhecido como grande promotor do evangelismo público, com campanhas em Pequim e outras cidades, seguidas pelas reuniões de Fordyce Detamore em Hong Kong e Xangai, com milhares de conversos. Evangelizando, literalmente, contra o relógio de uma revolução. A República Popular foi proclamada em outubro de 1949 e o campo fechou atrás dele. Foi esse homem que a Sessão de 1950 elegeu presidente, duas semanas e meia depois do início da Guerra da Coreia. E a assembleia respondeu ao mundo que se fechava convocando os membros de toda parte a um evangelismo mundial sem paralelo, ao qual todo outro interesse seria subordinado — com a meta de dobrar a membresia, de setecentos e cinquenta mil para um milhão e meio. O que veio nos quatro anos seguintes: centros evangelísticos permanentes comprados ou construídos nas grandes cidades — o New Gallery Theater em Londres, um hotel remodelado e depois o centro da Times Square em Nova York, e unidades no Cairo, em Beirute, em Osaka, em Manila, no Rio de Janeiro e em Jacarta. R. Allan Anderson atraindo quatro mil pessoas ao Carnegie Hall; George Vandeman falando a sete mil no Coliseum de Londres. Pela primeira vez, um evangelista profissional eleito para dirigir a Associação Ministerial. A estreia do Faith for Today na televisão de Nova York, somando-se ao alcance que A Voz da Profecia tinha no rádio desde 1942. E os números, sem inflação. Ao final de 1950, setecentos e cinquenta e seis mil setecentos e doze membros. O milhão e meio foi atingido ao final de 1964: um milhão, quinhentos e oito mil e cinquenta e seis. Catorze anos exatos — e a denominação registrou os catorze anos sem maquiar. No arco completo da campanha, a membresia fora da América do Norte mais que dobrou. O crescimento verdadeiro do período não precisa de cifra falsa. Esta aula também examina o outro lado do mandato, e é preciso anunciá-lo aqui. O mesmo presidente que impulsionou a expansão tomou, em 1951, providências para fechar a Bible Research Fellowship — a confraria que professores adventistas de Bíblia haviam formado por conta própria em 1943 — e propôs, no lugar dela, a Conferência Bíblica de 1952, convocada, segundo a documentação de Gilbert Valentine, para contrapor o que ele percebia como a influência objetável do grupo. Foi a maior reunião teológica da história adventista até então, com quatrocentos e cinquenta delegados e o Our Firm Foundation que formaria gerações. Também foi uma conferência com todas as apresentações comprometidas por escrito de antemão. A aula examina o que isso ensina sobre a diferença entre apoiar e absorver. FONTES - BRANSON, W. H. "The Bible Conference". The Ministry, jul 1952, p. 5. - BRANSON, W. H. "What Are Our Tests of Fellowship?". The Ministry, out 1951, p. 12. - FROOM, L. E. [Relato da Conferência Bíblica]. The Ministry, out 1952, pp. 4-6. - "Committee on Biblical Study and Research". The Ministry, fev 1953, pp. 16-17. - REBOK, Denton E. "Life Sketch of Elder William Henry Branson". Review and Herald, 9 fev 1961, p. 5. - "Death of W. H. Branson". Review and Herald, 2 fev 1961. - BRANSON, William H. Pioneering in the Lion Country, 1925 | Missionary Adventures in Africa, 1928 | In Defense of the Faith: The Truth About Seventh-day Adventists, 1933 | The Drama of the Ages, 1950. - BRANSON, W. H. Carta ao ministério, 1935 — "os homens da hora". - Our Firm Foundation. 2 v. Washington: Review and Herald, 1953. - Annual Statistical Report 1950 (756.712) e 1964 (1.508.056). - Seventh-day Adventist Year Book, 1913 e 1921-1950. Links Website www.startmovements.com Instagram http://instagram.com/alexpalmeira7 Podcast Catalisadores http://open.spotify.com/show/6zJyD0vW8MnyRKPYZtk3B5?si=065e95b72bca4b13 X http://x.com/alexpalmeira9 Facebook http://facebook.com/profile.php?id=100069360678042